
Existe um silêncio que se guarda diante das pessoas, e há um silêncio que se conquista diante de si mesmo. O primeiro foi tratado quando estudamos o Silêncio Iniciático, a virtude de não expor aquilo que ainda não amadureceu.
O segundo é mais raro e mais árduo, pois não depende dos lábios cerrados, mas da mente aquietada. O praticante que aprendeu a concentrar já reuniu suas forças num só ponto, façanha que poucos alcançam.
Resta, porém, uma travessia que separa o estudante do contemplativo, a passagem da mente focada para a mente silenciosa. É dela que trata este artigo, pois nessa travessia se decide se a alma será apenas instrumento da vontade ou também receptáculo do divino.
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