Na Arte Espagírica, nada é feito por acaso. Cada gesto do operador tem raiz num simbolismo antigo e vivo, onde a matéria revela segredos que não se entregam aos olhos apressados.

A operação de reincrudação é uma dessas chaves esquecidas. Ela devolve à planta aquilo que lhe foi retirado pelas injúrias do tempo e pelas impurezas do mundo. Mais do que um processo de limpeza, trata-se de um retorno à origem, um gesto de reverência à essência oculta que a Natureza confiou aos vegetais.

É nesse ponto que a espagiria se torna um verdadeiro caminho iniciático. O alquimista não apenas observa a transformação da planta. Ele participa dela com sua própria alma. Ao purificar a matéria, ele também se desfaz de suas sombras. E o laboratório, então, deixa de ser um espaço técnico para tornar-se templo vivo.

Este artigo propõe mais do que uma instrução. Ele é um chamado ao reencontro com as operações fundamentais da espagiria vegetal, muitas vezes negligenciadas por quem busca apenas resultados imediatos.

Retomar a reincrudação é restaurar a base do trabalho espagírico. É honrar a matéria e, ao mesmo tempo, colocar-se diante dela como discípulo da Grande Obra.

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