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Uma das primeiras perguntas que fiz ao iniciar no hermetismo foi: por que se queima incenso em rituais religiosos e mágicos?

A resposta cabe em poucas linhas:

A fumaça que se desprende do incensário é compreendida, em quase toda Tradição, como um veículo visível da prece, da intenção e da purificação, algo que conduz o invisível em direção ao Alto.

Do templo egípcio à liturgia cristã, do lar hindu às Ordens Iniciáticas, existe um entendimento semelhante. O aroma consagra o recinto, apazigua a mente do operador e eleva a vibração do lugar onde o sagrado será convocado.

Por isso o incenso nunca foi mero adereço aromático. Ele acompanha o rito porque faz parte do rito, marcando a passagem do ordinário ao consagrado com uma linguagem que os olhos percebem e o corpo sente.

Neste artigo percorro brevemente a história dessa prática entre grandes civilizações, explico o que a fumigação realmente faz e mostro por que todo Buscador se beneficia em manter o próprio Altar de Incenso.

A fumaça que atravessa as civilizações

Entre os antigos egípcios, o incenso ocupava o coração do rito. Eles queimavam resinas preciosas trazidas da terra de Punt e compunham o kyphi, mistura ritual descrita séculos depois por Plutarco. Segundo esse mesmo autor, os sacerdotes ofereciam olíbano ao nascer do sol, mirra ao meio-dia e kyphi ao entardecer, acompanhando o curso do astro com aromas distintos.

A própria palavra que herdamos guarda essa origem. Perfume vem do latim per fumum, através da fumaça, lembrete de que o aroma surgiu como oferenda que subia dos altares.

Os povos da Mesopotâmia elevavam fumaça aromática a seus deuses, e os antigos hebreus reservavam no Templo um incenso sagrado, o ketoret, cuja fórmula era guardada com zelo. O Saltério registra o desejo de que a prece se erga como incenso diante do Alto, imagem que a liturgia cristã herdaria no turíbulo, onde a fumaça representa as orações dos fiéis subindo aos céus.

No Oriente, a devoção hindu oferece seus bastões aromáticos nas cerimônias diárias, e as tradições taoísta e budista fizeram do incenso companhia constante da meditação e do templo. Gregos e romanos queimavam olíbano em seus altares, e do outro lado do mundo os maias e os astecas consagravam o copal a suas divindades.

Culturas que jamais se encontraram chegaram à mesma intuição. Onde há o sagrado, sobe a fumaça.

Para que serve o incenso nos rituais

A defumação com ervas e resinas funciona como veículo da intenção. O operador acende o carvão, deposita sua matéria aromática e, com ela, deposita também um propósito. A fumaça que sobe carrega essa intenção e a torna sensível aos planos sutis, dando corpo visível àquilo que o coração formulou.

Há ainda o trabalho de purificação. O aroma limpa o ambiente das influências densas e consagra o espaço, separando o lugar comum do lugar dedicado à Obra. Objetos rituais, talismãs e o próprio altar recebem essa defumação como parte de sua consagração, e o operador entra no trabalho com a mente mais serena.

A Tradição Hermética foi além e associou aromas específicos a cada um dos sete planetas. Cornélio Agrippa, em sua obra sobre a filosofia oculta, descreve defumações regidas pelos astros, e nessa linha o olíbano se liga ao Sol, cada planeta recebendo o aroma afim à sua natureza. Aqui o incenso encontra a Astrologia, e a defumação passa a sintonizar o rito com a hora e a virtude planetária desejada.

Por tudo isso, o aroma prepara tanto o lugar quanto quem opera. Ele eleva a vibração do ambiente e recolhe a atenção do Buscador, criando a atmosfera em que a prece e a Magia Natural encontram terreno fértil.

Guardar o próprio Altar de Incenso

Reunir tudo isso conduz a uma orientação prática. Todo Buscador se beneficia de manter o próprio Altar de Incenso, um canto reservado onde o aroma abre e encerra os momentos de estudo e prece.

Com ele, cada defumação vira um rito. Você aprende a escolher a resina certa para cada intenção, a preparar o ambiente e a entrar na Obra com o corpo e a mente afinados, herdando com as próprias mãos uma prática que os antigos egípcios já cultivavam.

Se você deseja dominar essa arte, o curso Magia dos Incensos ensina a transformar resinas, ervas e óleos essenciais em incenso ritual verdadeiro, de varetas e cones a sprays de ambiente, com dezenas de receitas e o fundamento esotérico de cada uma. É o caminho para deixar de comprar aroma pronto e passar a criar o seu, carregado da sua própria intenção.

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The professional secret to dough is out

Ever tried to make dough in your regular mixer?

The results aren’t pretty: Clumpy texture. Stodgy bread. Overheated motors.

So, how do the pros get it right?

Its secret is the same dough-making technology that professional bakers have used for decades.

Until now, most spiral mixers have been industrial-sized machines with industrial-sized price tags.

They also only made dough. And that gets a no from us.

To put the same professional tech into the hands of home bakers, we rebuilt the spiral mixer — creating a mighty little machine that can whip, beat and knead to professional high standards.

Fraterno abraço!

- Daniél Fidélis :: | Escola de Alquimia e Esoterismo

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