A Magia Ocidental não foi uma invenção tardia nem uma fantasia popular. Ela nasce de uma ciência antiga, rigorosa e profundamente simbólica, cujo objeto é a relação entre o ser humano, a natureza e o princípio invisível que governa todas as coisas.

Para essa tradição, pensar, crer e agir não são movimentos separados ou independentes, mas expressões de uma mesma inteligência universal que se manifesta por leis precisas.

Ao longo da história, esse conhecimento foi escondido sob véus religiosos, políticos e morais. Não porque fosse falso, mas porque exige maturidade interior.

A magia sempre foi reservada àqueles capazes de compreender que o mistério não se opõe à razão, apenas a transcende.

É nesse ponto que Eliphas Lévi ocupa lugar central. Ele não cria a Magia Ocidental moderna. Ele a restaura, organizando-a a partir da Cabala, do Tarot, do princípio da analogia e do equilíbrio entre Dogma e Ritual.

Em seus tratados, a magia ressurge como um caminho de conhecimento, disciplina da vontade e leitura consciente dos símbolos.

Compreender esses fundamentos é reencontrar uma tradição viva. Uma tradição que ensina que transformar o mundo começa, inevitavelmente, por ordenar a própria consciência.

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